7 erros a evitar ao comprar uma mesa de soldadura — Parte 1/2

Mizdal Bartosz7 de setembro de 20263 min de leitura
7 erros a evitar ao comprar uma mesa de soldadura — Parte 1/2

Está a pensar comprar uma mesa de soldadura?

No papel, a escolha parece bastante simples:

  • Uma dimensão.

  • Um sistema de fixação.

  • Alguns acessórios.

  • E está pronto.

Na realidade, é um pouco mais complicado.

Uma mesa inadequada pode rapidamente transformar-se num mau investimento: demasiado grande para a sua oficina, sistema de fixação inadequado ou qualidade de fabrico insuficiente.
Por isso, antes de tirar o cartão de crédito da carteira, eis os 3 primeiros erros a evitar.

❌ Erro n.º 1 — Escolher entre o sistema 16 e o 28… sem saber realmente porquê 16 ou 28?

É provavelmente uma das primeiras perguntas que fazemos quando procuramos uma mesa de soldadura.
Mas a que correspondem realmente estes números?
Simplesmente ao diâmetro dos furos de fixação: Ø16 mm ou Ø28 mm.
E, sobretudo, 28 não significa automaticamente “melhor”.

Sistema 16

Ideal para trabalhos de precisão, estruturas leves e peças de pequenas e médias dimensões.

Sistema 28

Mais robusto, destina-se sobretudo a peças pesadas e a trabalhos que exigem forças de fixação significativas.
Um serralheiro que fabrica principalmente guardas não terá necessariamente as mesmas necessidades que um caldeireiro que trabalha em estruturas com várias centenas de quilos.

Não escolha, portanto, o sistema maior. Escolha aquele que corresponde ao seu fabrico.

❌ Erro n.º 2 — Olhar para o preço… mas não para a forma como a mesa é fabricada

Duas mesas de soldadura podem parecer quase idênticas numa fotografia.
Mesma dimensão.
Mesma espessura do aço.
Mesmo número de furos.

E, no entanto, a qualidade final pode ser muito diferente.
Um dos aspetos a analisar é a forma como o tampo é fabricado.

Maquinação CNC ou corte a laser?

Em algumas ofertas low cost, os processos utilizados e o controlo do calor durante o fabrico podem ter impacto em:
→ o acabamento,
→ as deformações,
→ e sobretudo a planaridade do tampo.

E é aqui que a questão se torna importante.
Porque uma mesa de soldadura não é simplesmente uma grande chapa de metal com furos.

É uma ferramenta de precisão.

Se a sua mesa não for suficientemente plana, o seu trabalho pode sofrer as consequências.

Por isso, nunca compare duas mesas apenas pelo preço. Compare também o método de fabrico e as respetivas tolerâncias.

❌ Erro n.º 3 — Pensar que «maior = melhor»

Uma mesa de 3 metros é necessariamente melhor do que uma mesa de 2 metros…

É mesmo?
Numa oficina, cada metro quadrado conta.
Uma mesa demasiado grande pode significar:
→ menos espaço para circular,
→ uma ocupação permanente do espaço,
→ mais peso,
→ e sobretudo um investimento superior.

Faça antes esta pergunta a si próprio:
«Que tamanho têm as peças que fabrico durante 80 a 90% do tempo?»

Se a maioria dos seus trabalhos cabe confortavelmente numa mesa mais compacta, por que razão comprar uma muito maior?
Além disso, existem extensões e acessórios que permitem aumentar pontualmente a superfície de trabalho.

Pode, assim, dispor de uma mesa compacta no dia a dia…
…e aumentá-la apenas quando o seu fabrico o exigir.

Adapte a mesa à sua oficina, e não a sua oficina à mesa.

E os outros 4 erros?

Aqui falámos apenas dos três primeiros.
Na parte 2, veremos nomeadamente:

  • Porque é fácil investir demasiado numa mesa de soldadura.

  • Como escolher a espessura de aço adequada à sua atividade.

  • Se a nitretação é realmente indispensável.

  • E porque a planaridade deveria ser um dos primeiros critérios a verificar antes da compra.

Até quarta-feira de manhã, na parte 2/2.

Entretanto, retenha uma coisa:
A melhor mesa de soldadura não é necessariamente a maior, a mais pesada ou a mais cara.

É aquela que corresponde verdadeiramente à sua atividade, ao seu fabrico e à sua oficina.

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